Por que marcas estão investindo mais em experiências do que em mídia tradicional?
Marcas deixaram de comprar atenção para criar experiências memoráveis e conexões reais.
Categoria
Experiência
data
May 25, 2026
TEMPO DE LEITURA
3 min


Durante décadas, o marketing foi construído em cima de uma lógica simples: comprar atenção. Mais verba significava mais espaço na TV, mais anúncios, mais interrupções e, teoricamente, mais lembrança de marca.
Mas o comportamento do consumidor mudou. E, com ele, mudou também a forma como as marcas precisam se conectar com as pessoas.
Hoje, não basta aparecer. É preciso ser lembrado.
E é exatamente por isso que marcas do mundo inteiro estão migrando parte dos seus investimentos de mídia tradicional para experiências reais, imersivas e memoráveis.

A era da atenção comprada está ficando mais cara, e menos eficiente
A disputa pela atenção nunca foi tão intensa. Estamos expostos a milhares de estímulos por dia: anúncios, vídeos curtos, notificações, influenciadores, banners, conteúdos patrocinados e algoritmos disputando segundos da nossa atenção.
O problema é que a repetição já não garante conexão.
Um estudo da Reach3 Insights revelou que 69% dos consumidores preferem experiências de marca à publicidade tradicional. Entre pessoas que já participaram de experiências promovidas por marcas, 51% afirmam considerá-las mais relevantes do que anúncios tradicionais. Isso acontece porque campanhas tradicionais muitas vezes funcionam como interrupção.
Experiências, por outro lado, funcionam como participação.
Existe uma diferença enorme entre:
ver uma marca;
e viver uma marca.

A economia da experiência mudou o valor das marcas
O consumidor atual não busca apenas produtos. Ele busca significado, pertencimento e memória.
Marcas fortes deixaram de competir apenas por alcance. Agora, competem por percepção.
Quando uma pessoa participa de uma ativação imersiva, entra em um espaço tematizado ou interage com uma experiência bem construída, ela cria algo muito mais valioso do que awareness: ela cria memória emocional.
E memória emocional gera:
lembrança de marca;
compartilhamento espontâneo;
recomendação;
fidelização;
valor percebido.

Segundo a pesquisa da Reach3, experiências de marca são percebidas como:
mais únicas (71%);
mais emocionantes (63%);
mais memoráveis;
e mais capazes de gerar conexão emocional do que a publicidade tradicional.
Em outras palavras: marcas perceberam que impacto não se mede apenas em impressão.
Se mede em permanência.
As pessoas confiam mais em vivências do que em anúncios
Outro ponto importante é a confiança. O consumidor se tornou mais crítico, mais seletivo e mais resistente à publicidade invasiva.
Uma pesquisa da Nielsen mostrou que 92% das pessoas confiam mais em recomendações e experiências compartilhadas por outras pessoas do que em publicidade tradicional.
Isso ajuda a explicar por que ativações, eventos, experiências imersivas e ações presenciais ganharam tanta força nos últimos anos.

Porque as experiências não terminam no momento em que acontecem.
Elas continuam:
nos stories;
nos vídeos;
nas conversas;
no boca a boca;
na memória.
A mídia tradicional compra exposição. Experiências conquistam advocacia.
O mercado já entendeu essa mudança
Essa transformação deixou de ser tendência e virou estratégia de mercado.
Segundo o relatório EventTrack 2025, 74% dos profissionais de marketing das empresas Fortune 1000 afirmaram que pretendem aumentar seus investimentos em experiential marketing.
O motivo é simples: experiências entregam algo que a mídia tradicional não consegue replicar facilmente, presença real.
Enquanto anúncios disputam atenção em telas saturadas, experiências criam contato direto entre marca e público.
Sem algoritmo.
Sem pular anúncio.
Sem distração.

Isso significa o fim da mídia tradicional?
Não.
A mídia continua importante.
Ela segue sendo fundamental para alcance, distribuição e construção de presença.
O que mudou foi a lógica da construção de marca.
Hoje, grandes marcas entendem que:
mídia gera visibilidade;
experiência gera conexão.
E conexão é o que transforma marcas em cultura.
As campanhas mais fortes atualmente não são apenas vistas.
São vividas.

O futuro pertence às marcas que criam presença
O marketing está deixando de ser apenas comunicação. Está se tornando experiência.
As marcas que vão se destacar nos próximos anos serão aquelas capazes de transformar espaços, momentos e interações em algo memorável. Porque no fim, as pessoas podem esquecer um anúncio.
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